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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Muito obrigado!

O político Eliseu Padilha, um dos fundadores do MDB/PMDB, agradece o tempo à frente da Secretaria de Aviação Civil (06 janeiro de 2015 a 01 dezembro de 2015) durante o governo da presidenta Dilma Rousseff.  


Você continuará acompanhando Eliseu Padilha pelo www.eliseupadilha.com.br e nas redes sociais (twitter.com/eliseupadilha e no www.facebook.com/EliseuPadilha15).  

Leia abaixo a carta na íntegra:

"Senhora Presidenta.



Registrando profundo agradecimento pela oportunidade de participar do Governo que nossos partidos o PT e o PMDB e partidos aliados conquistaram, tendo Vossa Excelência como Presidenta da República e o Presidente do meu partido Michel Temer como Vice-Presidente, venho por meio desta apresentar-lhe meu pedido de exoneração honroso do cargo de Ministro Chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, em caráter irrevogável, por razões pessoais.

Renovo, por Vossa Excelência, meu respeito e admiração.

Eliseu  Lemos Padilha

01 de dezembro de 2015"

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ministro poderoso - Coluna de Rosane de Oliveira - Zero Hora


O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, se transformou no principal nome do PMDB gaúcho em Brasília. A ampliação do poder do vice, Michel Temer, faz de Padilha uma ponte do Rio Grande do Sul com o Palácio do Planalto.

A entrega da medalha do Mérito Farroupilha, na terça-feira, foi uma demonstração de prestígio do ministro. O Salão Júlio de Castilhos ficou repleto de autoridades, companheiros do PMDB, pré-candidatos às eleições de 2016, amigos e candidatos a cargos federais. Na primeira fila estavam o governador José Ivo Sartori, a primeira-dama, Maria Helena Sartori, o vice-governador José Paulo Cairoli, o presidente da Assembleia, Edson Brum, e o autor da homenagem, Gabriel Souza. Padilha dedicou boa parte do discurso à mulher, Simone Camargo, e aos seis filhos. Fez até declaração de amor: Deus me deu mais do que mereço. Simone é o amor da minha vida.

Brum aproveitou para lançar Padilha como candidato ao Senado em 2018.

Fonte: Zero Hora - www.zerohora.com.br
Data: 22/10/2015 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Eliseu Padilha é agraciado com a Medalha do Mérito Farroupilha

Eliseu Padilha é agraciado a Medalha do Mérito Farroupilha
Padilha iniciou sua manifestação agradecendo a todos os
que colaboraram para o seu crescimento profissional e político
O ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, foi agraciado com a Medalha do Mérito Farroupilha, a mais alta distinção do Parlamento gaúcho. A homenagem, realizada no início da noite de terça-feira (20/10), lotou o Salão Júlio de Castilhos da Assembleia, em Porto Alegre. A honraria foi entregue a Padilha de forma conjunta, pelo presidente da Casa, Edson Brum, pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, e pelo deputado proponente, Gabriel Souza (PMDB). Confira aqui a galeria de fotos.

Foi lida mensagem do vice-presidente da República, Michel Temer, ao presidente da Assembleia, agradecendo o convite para que estivesse presente à solenidade, não sendo possível em razão de compromissos na Capital federal (no exercício da Presidência, em razão de viagem da presidenta Dilma Rousseff). Temer cumprimentou a iniciativa do Poder Legislativo gaúcho pelo reconhecimento às pessoas que são realizadoras, como no caso de Padilha.

Em sua manifestação, o deputado Gabriel Vieira de Souza explicou sua escolha. “Um homem com uma trajetória, na política, brilhante, e farta de eventos, onde demonstrou comprometimento com o nosso Estado e com o País, com inúmeras obras, até anônimas. Mas decidi por esta homenagem, não pelos cargos que ocupou ou obras realizadas, e sim porque entendo que são poucas as personalidades da vida pública nacional, ainda em atividade, que consegue reunir dois aspectos raros de se encontrar numa só pessoa: a questão intelectual, de um formulador, de um teórico, de alguém que não faz política mecanicamente, primando por suas posições e intervenções; e também reunindo nesta personalidade as características de um realizador, de um executor. Aquilo que o povo chama de um político que faz!

Referiu que foi assessor de Padilha, quando deputado federal e como presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães. “Momentos nos quais muito aprendi, para hoje exercer meu mandato. Tenho e tive muita honra de ser seu afilhado político, e digo isso em público sem problema algum. De alto e bom tom”.

Homenageado

Eliseu Padilha iniciou sua manifestação agradecendo a todos os que colaboraram para o seu crescimento profissional e político, frisando que ninguém se destaca no mundo político sem apoio. Saudou o presidente Edson Brum, “companheiro que tive o prazer de incentivar o amanhecer de sua brilhante e exitosa vida pública, em nome dos quais saúdo os demais deputados desta Casa”.

Fez uma referência especial ao governador Sartori. “Histórico companheiro partidário, a quem o imponderável (mas certamente sob inspiração divina) reservou o impostergável e transferível desafio: a oportunidade e a honra de iniciar – sob a incompreensão de alguns, mas com ciência e a convicção da necessidade por parte de todos – o pedregoso caminho de ajustar as contas públicas do RS, deficitárias desde a década de 70”.

Agradeceu ao deputado Gabriel Souza pela proposição. “Um estudioso, dedicado, focado, bem formado, profissional e politicamente. De líder da juventude do PMDB de Tramandaí, logo chegou à presidência da juventude nacional da sigla. Com destaque, elegeu-se deputado estadual e, hoje, representa a todos os gaúchos”. Na sequência, fez uma carinhosa, prolongada e emocionada homenagem à sua esposa, Simone Camargo, aos filhos e seus pais.

Quanto ao PMDB, lembrou ser fundador da sigla, sendo filiado desde 1966. “O PMDB é a minha vida pública. Sou quadro do partido, e todos os demais compromissos políticos vêm após os meus compromissos com meu partido. Sinto orgulho do nosso PMDB”, enfatizou.

Discorreu sobre sua carreira política, “de mais de meio século”, citando iniciativas e realizações que julgou importantes, desde o começo, como líder estudantil, em Canela, passando pela prefeitura de Tramandaí, secretaria de Estado do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, ministro dos Transportes, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (quando articulou a aprovação da Lei da Ficha Limpa, “um marco na política brasileira”), e agora, como ministro da Aviação Civil. “E passados todos estes anos de vida pública, não existe nenhum inquérito, processo ou condenação criminal à minha pessoa. Tudo valeu à pena!”.

Por fim, disse acreditar, “sem limites, no potencial do RS. Mais do que nunca, creio na capacidade criadora e no talento dos gaúchos”.

Em sua manifestação, o presidente da AL, Edson Brum, parabenizou o deputado Gabriel Souza sobre seu homenageado, lembrando que os deputados só podem solicitar a outorga da Medalha do Mérito Farroupilha uma única vez durante o mandato de quatro anos. “Como quase tudo já foi dito, ressalto o aspecto da relação pessoal que o ministro Padilha tem como todos, como amigo e companheiro. Quando menos se espera, na dificuldade, ele aparece para estender a mão. Assim é por onde passa. Iniciei estimulado por ele, que sempre teve como prática o incentivo àqueles jovens que poderiam realizar. Suas atitudes e atos fortaleceram não só o PMDB do RS, mas as amizades”.

Ainda segundo Brum, “Padilha nos ajudou a vencer a eleição de Sartori. E agora, junto com o governador eleito, vamos adiante. Sabemos os caminhos, diferente dos que não nos acompanham, porque não enxergam. Com Sartori, certamente teremos um Rio Grande melhor do que aquele recebido por ele e sua equipe”. Por fim, agradeceu a Eliseu Padilha por tudo que realizou em favor do Estado e do País e frisou: “Nós não aceitamos que fique de fora da vida política. Em breve serão duas vagas para o Senado! Mas, se não quiser ficar longe da família, gostaríamos muito de tê-lo como colega na Assembleia”.

Biografia

Natural da cidade de Canela, Eliseu Padilha nasceu em 23 de dezembro de 1945. Formou-se em Direito pela Unisinos, em 1973. Iniciou seus trabalhos na advocacia na cidade de Osório, em 1974. Em 1982, fez pós-graduação em Direitos Reais, também pela Unisinos e, em 1984, pós-graduação em Direito Político na mesma universidade. Em 1986, ingressou no mestrado em Filosofia pela PUC, em Porto Alegre.

Começou a carreira política na adolescência. Desde 1960, foi líder estudantil (inclusive presidente da União de Estudantes), em Canela. Em 1966, foi um dos fundadores do MDB, sendo eleito secretário-geral do partido, ainda em Canela. Já no PMDB, elegeu-se prefeito de Tramandaí, em 1988. Em 1992, foi eleito presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), destacando-se nacionalmente pelo trabalho em defesa da bandeira do municipalismo. Elegeu-se deputado federal por três vezes: 1994, 2002 (o mais votado do Estado) e 2006. Em 2010, ficou na primeira suplência, logo assumindo o mandato de deputado pela licença de Mendes Ribeiro, guindado ao gargo de Ministro da Agricultura.

Executivo

Em 1995, assumiu o cargo de secretário de Estado do Trabalho, Cidadania e Assistência Social do governo do RS. Mais adiante, foi escolhido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para ser Ministro dos Transportes, entre 1997 e 2001, quando ganhou projeção nacional. Em 1º janeiro de 2015, Padilha assumiu o cargo de Ministro-Chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.

Ulysses Guimarães

Em 2007, foi eleito presidente da Fundação Ulysses Guimarães, implantando, de forma precurssora entre as fundações partidárias, o programa de formação política da instância partidária, em parceria com professores integrantes dos Institutos de Ciência Política da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do RS, para a qualificação política da militância e simpatizantes do PMDB.

Em reconhecimento à sua atuação política, Padilha recebeu inúmeras premiações e honrarias, destacando-se, por exemplo, a Medalha da Ordem do Mérito das Forças Armadas, na categoria Grande-Oficial, e a Ordem de Rio Branco, Grã-Cruz, dentre outras. Eliseu Padilha é casado e pai de seis filhos.

Também prestigiaram a cerimônia:

O vice-governador do Estado, José Paulo Cairolli; a primeira-dama, Maria Helena Sartori; o Subprocurador-Geral de Justiça, Fabiano Dallazen; o Defensor Público-Geral do Estado, Nílton Leonel Arnecke Maria; o comandante do 5º Comar, Major-Brigadeiro do Ar, Jéferson Domingues de Freitas; o presidente do TRE, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos; o Procurador-Geral do Estado, Euzébio Ruschel; o vice-presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Marco Peixoto; os deputados estaduais Ibsen Pinheiro, presidente do PMDB gaúcho; Alexandre Postal; Frederico Antunes; Vilmar Zanchin; Ciro Simoni; Adolfo Brito; João Reinelli; Liziane Bayer; Jorge Pozzobom; Gilmar Sossella; Junior Piaia e Dr Basegio; o secretário da Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio da Rocha; o representante do 5º Distrito Naval, Capitão de Mar-e-Guerra, Luciano Peres Novai; ex-deputados e lideranças político-partidárias; os secretários de Estado, do Turismo, Juvir Costella; e dos Transportes, Pedro Westphalen; representante da Infraero, Wilson Brand Filho, superintendente do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Presidentes e dirigentes de entidades, órgãos e empresas públicas. 

Fonte: Assembleia Legislativa do RS

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Para Eliseu Padilha, comandos dos partidos estão "fraturados"

Para Eliseu Padilha, comandos dos partidos estão "fraturados"
Até recentemente peça central da articulação política do governo, o ministro de Aviação Civil, Eliseu Padilha, disse continuar com a mais absoluta convicção de que vaca não está reconhecendo bezerro no Congresso Nacional.

''Nesse cenário, qualquer previsão sobre o que vai acontecer, desde impeachment da presidente a votação da CPMF ou outros temas, é simplesmente aleatória'', disse Padilha. ''Estamos vivendo neste momento muita dificuldade para a articulação política, à medida que se queira contabilizar quanto votos tem a favor da tese a,b, c e d'', disse ele, em entrevista em Moscou, onde acompanha o vice-presidente Michel Temer.

Para Padilha, mapeamento sobre voto contra a favor no Congresso, pelo Palácio do Planalto, é muito útil para orientar a ação do governo, mesmo se o resultado não lhe seja o esperado. 'Falo no genérico, mas vai envolver todos os temas.' O ministro avalia que a espinha dorsal do comando dos partidos está fraturada e não corresponde às expectativas, daí a frequência de derrotas do governo impostas também por sua base de sustentação.

'As lideranças hoje não comandam, os parlamentares estão insatisfeitos e agora há mais um elemento para complicar', nota o ministro. 'Quando o governo tem alto nível de popularidade, há uma tendência de o parlamento querer estar na foto com o governo. Quando a popularidade baixa, a tendência é de o parlamentar buscar o diálogo com a sociedade, que é sua sustentação e sobrevivência'', diz Padilha.

Esse diálogo é que faz com os parlamentares reajam contra o pacote que o governo acaba de anunciar: ''O parlamentar sabe que sem equilibrar as contas o país não tem solução, de forma implícita ou por conhecimento. Mas como o horizonte é da sobrevivência política, a tendência é dialogar com a rua, que não está vendo com bons olhos as ações do governo''. Para Padilha, a tendência é jogar com a rua. ''Daí porque é particularmente aleatória qualquer previsão sobre o que vai acontecer no Congresso. Hoje o que a gente sente é a necessidade de garantir a sobrevivência.'' Ele destaca que se faz política com um dos dois instrumentos: verba ou verbo. ''No caso do primeiro, o Brasil tem crise fiscal generalizada. E o verbo é falar o que as pessoas querem ouvir, o que neste momento não é o que os políticos em geral podem fazer.''

Depois de ter saído com Temer da articulação política, Padilha ainda se ocupa de concluir trabalhos sobre verbas de emendas parlamentares, incluindo RS 2,8 bilhões para 5 mil obras ainda de anos anteriores e não liberados até hoje.

Segundo o ministro, quando retornar da viagem a Moscou e Varsóvia, Temer vai reunir as lideranças do PMDB para se posicionar publicamente sobre as medidas propostas pelo governo para ajustar as contas públicas.
''Acho que o vice-presidente Temer não vai externar nenhuma posição sem ouvir o partido'', afirmou Padilha. De um lado, os problemas do governo são também problema dele, como vice-presidente. De outro, Padilha lembra que Temer não pode cortar o cordão umbilical com o PMDB, pois é o presidente do partido
.
Nessas circunstâncias, Temer vai levar o tema ao partido, e ver como poderá contribuir para que o governo consiga resolver essa questão dificílima de equilibrar suas contas com alguma rapidez.

O vice-presidente tem falado por telefone com as lideranças em Brasília e quando retomar ao Brasil vai certamente conversar com todos os principais líderes e possivelmente reunir a executiva nacional do partido, na semana que vem, diz Padilha.

Para o ministro, a questão não é exatamente de ser contra. Ao seu ver, a manifestação do presidente do Senado, Renan Calheiros, traduz melhor o sentimento hoje no PMDB. Primeiro, não vamos ainda discutir o que não se conhece. Ninguém sabe a extensão efetiva da reforma administrativa, com corte de ministérios e cargos comissionados, e o quanto tem de ser coberto por impostos.

Em sua passagem por Varsóvia, Temer novamente esquivou-se de perguntas sobre o pacote com a seguinte frase: Cada meia palavra que digo pode ter um significado equivocado. Já Padilha repetiu declarações feitas em Moscou e pediu 'sensibilidade política' do governo na negociação com o Congresso. 
(Assis Moreira com colaboração de Daniela Fernandes)

Fonte: Jornal Valor Econômico - www.valor.com.br - Data: 17/09/2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Eliseu Padilha é o entrevistado do É Notícia da Rede TV

O programa É Notícia, da RedeTV!, entrevistou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, do PMDB Nacional. Padilha é o principal auxiliar do vice-presidente Michel Temer na articulação política, cargo que os dois anunciaram que irão deixar. O ministro ajudou a aprovar o ajuste fiscal no Congresso Nacional.


Entrevista de Eliseu Padilha para RedeTV - É Notícia from EliseuPadilha on Vimeo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ministro Eliseu Padilha concede entrevista à Rádio Bandeirantes


Ministro Eliseu Padilha concede entrevista à Rádio Bandeirantes
O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, concedeu, na quinta-feira (27/08), entrevista aos jornalistas André Machado e Oziris Marins para a Rádio Bandeirantes. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Eliseu Padilha enaltece união do PMDB e defende construção de agenda positiva

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), falou sobre a importância do PMDB para a articulação política e defendeu a contrução de uma agenda positiva para o Brasil.

Veja o vídeo em:

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Em Porto Alegre, ministro Eliseu Padilha participa do evento Prato do Dia

Evento promovido pelo PMDB de Porto Alegre lotou para ver
o ministro Eliseu Padilha
.
O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, realizou, na sexta-feita (31/07), palestra sobre a Aviação Regional no Rio Grande do Sul. O evento foi promovido pelo PMDB de Porto Alegre e faz parte da reunião-almoço Prato do Dia. 

Confira todas as fotos da confraternização https://goo.gl/bPV5y5

Fotos: Galileu Oldenburg/Divulgação









sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eliseu Padilha fala sobre momento político brasileiro durante entrevista para UOL


Eliseu Padilha fala sobre momento político brasileiro durante entrevista para UOL
Em entrevista ao programa Poder e Política, do UOL, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse que cerca de 200 cargos federais ainda precisam ser preenchidos em 8 Estados. Faltam também ser confirmadas outras 10 nomeações de segundo escalão, em Brasília.

Os postos federais que estão sendo entregues para a indicação política nos Estados incluem Delegacias do Trabalho ou chefias de agências do INSS. Além disso, segundo Padilha, já foi normalizado o fluxo de pagamentos de emendas ao Orçamento propostas por deputados e senadores. O valor total programado para liberação é R$ 4,9 bilhões –é dinheiro que irriga obras de prefeituras em cidades nas quais os congressistas buscam votos em períodos eleitorais.




Apesar de sua pasta ser a da Aviação Civil, Padilha, 69 anos, despacha diariamente no gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Palácio do Planalto. Ele ajuda o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), no trabalho de articulação política entre o Poder Executivo e o Congresso.

A missão de Padilha é sistematizar o formato de redistribuição de cargos federais para os deputados e senadores que estão na chamada “base aliada” no Congresso. Hoje, há 28 partidos representados no Poder Legislativo. Desses, 20 são teoricamente aliados do governo. Na prática a história é outra. Padilha atua na política de maneira cartesiana desde a época em que foi ministro dos Transportes de 1997 a 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Seus mapas de controle indicam como cada um dos deputados e senadores votam em projetos de interesse do governo –e quantos cargos esses políticos têm no governo e quanto tiveram de emendas ao Orçamento liberadas.

Nos cálculos de Padilha, hoje, apenas 160 dos 513 deputados votam com uma taxa de 70% de fidelidade ao Palácio do Planalto. A ideia é aumentar esse grupo de fieis para algo acima de 257 –a metade mais um dos votos na Câmara.

Filiado ao antigo MDB em 1966 e depois ao PMDB, quando o partido mudou de nome, Padilha considera grave a conjuntura pela qual passa o país. “Não convivi com nenhum momento como [esse que] nós estamos vivendo, nenhuma situação similar”, diz.

Ao falar sobre a situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o articulador político do Planalto é cauteloso. Cunha deve ser denunciado pelo procurador-geral da República por envolvimento nos casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

Se houver a denúncia, Cunha terá respaldo político para se manter no cargo ou terá de renunciar ao comando da Câmara? Padilha responde sobre seu colega de PMDB: “O deputado Eduardo Cunha tem dito com todas as letras que não tem absolutamente nada a ver as acusações. A Constituição diz que, enquanto não transitar em julgado, todas as pessoas são inocentes. Essa questão de ter ou não ter condições [políticas] é personalíssima. Penso que ele, dificilmente, vai sequer analisar essa hipótese”.

Mas a Câmara aceitará? “A Casa terá que fazer a análise, e, pelos canais competentes, fazer chegar à presidência. Acredito na convicção do presidente Eduardo Cunha. Se vier a denúncia, ele e a Casa poderão se manifestar”. O ministro faz uma única ressalva sobre a eventualidade de Cunha deixar o cargo: “Vai ter um candidato do PMDB tentando colocar-se como presidente”.

A respeito da aliança eleitoral entre PT e PMDB no plano federal, diz que seu partido pretende ter um candidato próprio ao Planalto em 2018. Como seria feito o desembarque? “Temos que pensar num calendário. Deve ser negociado com a presidenta Dilma e o PT. De forma clara, transparente, olhos nos olhos, sem nenhum subterfúgio”.

A seguir, trechos da entrevista de Eliseu Padilha, gravada na quarta-feira (29/07/2015), no estúdio do UOL, em Brasília:

UOL – No segundo semestre, quais são os projetos no Congresso mais vitais para o governo?

Eliseu Padilha – O primeiro deles é completar a desoneração. Tem ainda estágios a serem vencidos. Segundo, temos um projeto que faculta a repatriação de capitais que estejam no exterior e que possam vir a serem internalizados mediante o pagamento de tributos.

Quantos deputados e quantos senadores são de fato fiéis ao governo no Congresso?

Tenho esse levantamento. Os que votam com o governo acima de 70%. Entre 50% e 70%. E quem vota abaixo de 50%.

Quem vota acima de 50%?

Acima de 50% chegamos em torno de 300 deputados. Ocorre que esta defasagem entre 70% e 50% em alguns casos é fundamental. Em votações do ajuste [fiscal] ela [a diferença entre 50% e 70%] seria fundamental para o governo não ter admitido que fossem introduzidas algumas alterações –como se diz, “os jabutis” que foram colocados em alguns projetos.

E acima de 70% de fidelidade? Quantos são?
Em torno de 160.

Com liberação das emendas ao Orçamento e com a finalização das nomeações para cargos de segundo ou terceiro escalão, essa fidelidade aumentará?

Sim. São dois fatores importantes. Primeiro, as emendas hoje são obrigatórias. Não há mais disponibilidade do governo de pagar ou não pagar emendas. Tem que pagar. O que faltava resolver era a substituição, em alguns casos, e a confirmação, em outros, dos chamados “cargos do segundo e terceiro escalão”. É assim em todas as democracias do mundo. Os partidos que integram a base do governo ajudam a governar. E a gente liquida isso também agora, no início de agosto.

Quantos cargos restam para ser preenchidos dentro dessa lógica?

Nos cargos de segundo escalão, menos de 10. Nos cargos de terceiro escalão, nos Estados, temos 8 Estados em que ainda há conflagração. Quem está no governo e vota [no Congresso], quer sentir-se no governo lá no seu Estado –tendo cargo de influência. O são cargos de influência? É a Delegacia do Trabalho. A Agência do INSS. A Funasa [Fundação nacional da Saúde], que faz obras de infraestrutura naquele Estado. Eu penso, que os céus nos ouçam, estamos vivendo um momento de redefinição. De voltar a fazer política no Brasil. Durante algum tempo tivemos muito pragmatismo no processo político. Agora, por “N” fatores –as redes sociais, as multidões nas ruas, as manifestações de descrença no processo político como um todo–, os políticos estão obrigados a tentar voltar à conceituação clássica de política. Como na Grécia Antiga: “a política é a ciência de promover a felicidade daqueles que vivem em comunidade”. Os deputados e senadores estão vendo que têm [de ter] um instrumento na cidade para bem servir a população. Temos que ter a sensação de que o agente político é alguém que promove a felicidade das pessoas.

O sr. mencionou que há 8 unidades da Federação ainda em conflito. Isso representa quantos cargos a serem preenchidos?

Se considerarmos uma média de 25 cargos –os Estados maiores têm mais, os Estados menores têm menos– vamos ter cerca de 200 cargos. É a discussão que a gente tem ainda na base do governo nesses 8 Estados.

Muitos desses cargos foram preenchidos ao longos dos últimos 12 anos por indicações dos Partidos dos Trabalhadores? Confere?

Confere, claro. Quando havia uma hegemonia absoluta do PT, vamos pegar no governo do presidente Lula, depois no primeiro governo da presidente Dilma –menos, mas ainda também–, era óbvio que nos Estados havia uma participação maior do PT nos cargos estaduais.

Está mudando o eixo dessa hegemonia?

Não está mudando o eixo. O que está acontecendo é que temos consciência que é muito importante preservar as boas relações lá no Estado para que o painel [onde aparecem os resultados das votações] da Câmara consiga traduzir essa boa relação. Isso significa dizer que os demais partidos têm que ter participação também no Estado.

É muito difícil convencer o PT a abrir mão desses cargos?

Não. Sempre que a gente trata com a direção, com os escalões superiores, eles se encarregam de resolver.

Mas demorou…

Isso não é um privilégio do PT. Nenhum partido quer entregar cargo. Nenhum. Absolutamente nenhum.
Mas quando há um convencimento, dadas as circunstâncias numéricas [das votações no Congresso], temos percentagens de participações [em cargos] nos Estados, por óbvio que a gente tem que caminhar nessa direção.

Em resumo, o PT está tendo que abrir mão de algumas posições nos Estados para ter mais votos no Congresso. É isso?

É exatamente isso. Tem casos em que o PMDB também está abrindo mão.

E são cerca de 200 cargos que faltam ser preenchidos nos Estados?

Nos próximos 10 dias a gente deve arbitrar. Onde não conseguirem fazer a composição, e a gente força muito para que a composição ocorra lá, a gente arbitra.

Ao longo de agosto isso se resolve?

Antes do meio de agosto esse será resolvido. Compromisso meu.

No caso das emendas dos restos a pagar, os valores já foram pactuados com o Planejamento e a Fazenda?
Já. Claro.

São cerca de R$ 5 bilhões, é isso?

R$ 4,934 bilhões.

Durante o Congresso Constituinte, cunhou-se o termo “fisiologia”. Era uma referência derrogatória à distribuição de cargos, à liberação de emendas. O PT era muito crítico dessa prática à época, quando não era governo. O sr. concorda com essa descrição?

A denominação pode ter procedência, [mas] não a vejo nas circunstâncias [atuais].
Quando nos Estados Unidos se compõe um governo é feita a distribuição dos cargos. Isso não é fisiologia.
Pode ter fisiologismo? Pode. Quando? Quando se usa um determinado cargo em determinado momento para cooptar alguém. Aí pode ser, sim, uma característica fisiológica.

Mas se é tudo em nome de causas republicanas, por que nunca são divulgadas as listas completas com os cargos, os indicados, os partidos e as pessoas nos partidos que indicaram?

Talvez porque não tenha sido solicitado.

Foi solicitado várias vezes, ministro.

A mim não foi.

Não. Para o senhor ainda não. Podemos providenciar.

Eu elaborei um relatório em que eu tenho todos os parlamentares com suas votações no primeiro governo da presidente Dilma e agora detalhadamente neste primeiro semestre.

O sr. sabe também os nomes dos congressistas que se relacionam com as pessoas que ocupam os cargos, certo?

Sim. É claro que a indicação quando nos é feita, feita pelo partido e pelo congressista. O partido “X” com o congressista “Y” que está fazendo a indicação.

O sr. vê algum óbice em divulgar essa lista completa?

Olha, pessoalmente neste caso tenho que conferir. Não penso que deva ser segredo, porque são pessoas que foram nomeadas pelo Diário Oficial. Então, devo consultar.

Nos computadores da SRI consta essa relação: o nome dos cargos, o nome do que os ocupa e o nome do partido e do congressista que indicou. O sr. enxerga algum óbice na divulgação dessa lista completa?

Pessoalmente, pela forma com que estou agindo, não vejo. Mas como essa é uma questão de Estado, eu penso que deveria haver de parte do governo uma apreciação pelo chamado “Conselho Político”, para verificar a conveniência ou inconveniência.

Essa lista já está pronta, não é?

Ela existe, Estado por Estado, quem são os parlamentares que indicam.

O presidente da Câmara rompeu pessoalmente com o governo. Muitos no seu partido falam que há um ânimo para desembarcar da aliança formal com o PT. Como será o cronograma dessa eventual saída?

Sou advogado. Os atos jurídicos, no caso a coligação, podem ser desfeitos pelo mesmo instrumento ou mesmo órgão que os fez. No caso da aliança PMDB-PT, foi uma decisão da Convenção Nacional do partido. O rompimento desta aliança só poderia acontecer com o mesmo órgão: uma convenção com os todos convencionais votando. Tem alguns [integrantes do partido nos] Estados que nunca foram governo. Não tiveram interesse. Votaram contra a aliança. O PMDB tem convivido com essa dissonância interna. São várias correntes que se manifestam de forma objetiva por razões A, B ou C. Tem uma parte do partido que nunca foi governo. Tem uma parte que, dadas as circunstâncias de não ter conseguido a participação que gostaria, e a mais ampla motivação, falou: “Olha, o melhor agora é romper”. Esse segmento é ainda minoritário dentro do partido. Nós temos um Congresso do PMDB no fim de setembro, começo de outubro. Penso que este tema vai aflorar nesse congresso. Aí teremos a noção completa de como será o comportamento do partido.

O Congresso do PMDB vai debater o assunto, mas não vai deliberar?

O Congresso tem duas pautas: eleições municipais de 2016 e debater o programa do PMDB para os próximos 20 anos. Porque se o PMDB fala em candidatura própria [a presidente da República, em 2018], não há como falar em nome antes de sabermos exatamente quais são as ideias e a permeabilidade dessas ideias na sociedade.

Nesse Congresso do PMDB, no final de setembro, é muito difícil que seja tomada uma decisão a respeito de um eventual rompimento da aliança?

Certamente não será tomada. Pode sair uma moção. O Congresso não é o órgão que terá estatutariamente a condição para desconstituir um ato que foi da Convenção.

O sr. acredita que em 2018 o PMDB marchará sozinho com um candidato próprio a presidente da República?

Fui presidente da Fundação Ulysses Guimarães. Prego que o partido tenha candidato à Presidência da República. Não mudei. E o presidente Michel [Temer] já declarou. O próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Estão pregando que vamos ter candidatura própria. E se perguntar na base do partido, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, todos querem ter candidatura própria.

Quando se toma essa decisão?

Vamos começar a trabalhar em agosto o programa de governo. Temos que pensar num calendário, que deve ser negociado com a presidenta Dilma e o PT de forma clara, transparente, olhos nos olhos. Sem nenhum subterfúgio. Dizer: “Olha, nós temos o nosso projeto do nosso partido e queremos discutir agora o nosso calendário”.

Qual é o calendário possível para o PMDB trilhar esse caminho?

O nosso Congresso de setembro é que vai começar a dar linhas desse calendário.

Todos dizem que a aliança entre PT e PMDB será menos intensa nas eleições municipais do próximo ano do que foram em 2014. Confere?

Na medida em que o PMDB pensa em candidatura própria e sabe que o PT terá candidatura também, haverá naturalmente uma tendência de constituir-se blocos. Quais são as forças que estarão no cenário em 2018? PT, PMDB, PSDB. Os 3 buscarão trazer alianças de outros partidos para que possam ter, em 2018, condições de ter seu próprio bloco de apoio já constituído nos municípios.

A cidade de São Paulo é a maior do país. O PMDB neste momento apoia a administração conduzida por Fernando Haddad, do PT. Vários integrantes do seu partido, em público ou em reserva, dizem: “Do jeito que está é muito difícil seguirmos juntos para apoiar a reeleição do prefeito Haddad de São Paulo”. O que o sr. acha isso?

É uma questão que diz respeito ao diretório municipal de São Paulo. Mas olhando de longe. O PMDB busca construir em São Paulo uma candidatura competitiva. Seja ela numa aliança com o PT, seja numa candidatura própria. Aliás, é uma premissa para todas as capitais do Brasil. Teremos candidato nosso ou estaremos na chapa majoritária para tentar ganhar a eleição.

Como andam as tratativas entre o PMDB e a senadora Marta Suplicy [sem partido-SP] para que ela ingresse no PMDB e dispute a Prefeitura de São Paulo?

São conversas muito preliminares que aconteceram no Senado e com o presidente Michel Temer lá atrás.

Esfriou um pouco?

Ela tem contra ela o calendário. Terá que ir para um lado ou para o outro. Fazer uma opção. Não sei exatamente o que ela vai fazer. Mas não há dúvida nenhuma de que o PMDB conversou com ela.

Há uma crise política. Degradou-se muito a relação entre os Poderes. O sr. é um político experiente. Já viveu outros momentos. O sr. compararia o momento atual com qual outro que o sr. já viveu?

No tempo que vivi na política, não convivi com nenhum momento como nós estamos vivendo. Por quê? Porque temos uma combinação de fatores que acabaram tendo efeitos políticos. O rompimento do presidente da Câmara [Eduardo Cunha] dá o sentimento de que há uma crise entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo. Em que pese o próprio presidente tenha feito a distinção: “Quem está rompendo é a pessoa, é o deputado, não é o presidente da Câmara no plano institucional”. Mas não posso vir aqui e querer convencer a ninguém de que não, isso não dá um sentimento de crise. Dá, sim. E nós temos que tentar reduzir este sentimento.

É o momento mais dramático que o sr. presenciou na sua carreira?

É. Desde que cheguei a Brasília tenho pertencido à chamada “cúpula do PMDB”. E durante este tempo todo não vivi nenhuma situação similar à que estamos vivendo hoje.

É possível que o Ministério Público apresente denúncia contra alguns congressistas, inclusive contra o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Se vier uma acusação muito forte, como se especula que virá, com provas documentais, o acontece? Ele fica com condições políticas de presidir a Câmara dos Deputados ou deveria se licenciar ou até renunciar ao cargo de presidente da Câmara?

Acho muito temerário desenvolver algum embasamento quando trabalhamos com muitos “se”. Mas, vamos lá. O deputado Eduardo Cunha tem dito com todas as letras –e demonstrado com atitudes pessoais– que não tem absolutamente nada a ver as acusações. A Constituição da República diz que, enquanto [um processo] não transitar em julgado, todas as pessoas são inocentes. Essa questão de ter ou não ter condições [políticas para ficar na presidência da Câmara] é personalíssima. Penso que ele, dificilmente, vai sequer analisar essa hipótese. A Casa como um todo –estamos trabalhando com “se”– terá que fazer a análise também e pelos canais competentes fazer chegar à presidência. Acredito na convicção do presidente Eduardo Cunha. Se vier a denúncia, ele e a Casa poderão ser manifestar.

O cargo de presidente da Câmara dos Deputados fica, pro tradição, com o partido que tem a maior bancada. No caso, o PMDB. Na eventualidade de ser necessário uma troca, o PMDB vai requerer a permanência nessa posição de presidência da Câmara?

Primeiro, não estamos diante do fato. Nós estamos trabalhando com uma hipótese. Tendo condições de continuar com o presidente Eduardo Cunha, vai continuar com o presidente Eduardo Cunha. Como não tem reeleição, possivelmente vai ter um candidato do PMDB tentando colocar-se como presidente.

O sr. é ministro da Aviação Civil, uma área muito importante para o governo, da infraestrutura. Mas dá expediente no Palácio do Planalto ajudando o vice-presidente Michel Temer na coordenação política. Não atrapalha a sua função de ministro da aviação?

Trabalho na Aviação Civil com um quadro da mais elevada competência. São pessoas geralmente de carreira. Tenho despachos diários com a minha equipe e acompanho o dia a dia da Aviação Civil. Não tem prejudicado. Mas, claro, que se estivesse à disposição por inteiro, o que vai acontecer brevemente…

Quando vai acontecer?

[Risos] Essa é uma negociação com o presidente Michel Temer. Já está resolvida a questão das emendas e restos a pagar. Quando eu resolver também essa questão das nomeações, que é agora em agosto, a minha missão estará concluída. Tenho, por óbvio, que negociar com ele. Não posso deixar o presidente Michel em dificuldade.

Não é segredo para ninguém que o senhor, sobretudo no Rio Grande do Sul, nunca foi próximo ao PT. Em 2010 e 2014 o sr. votou em José Serra e em Aécio Neves ou votou em Dilma Rousseff?

Eu votei em 2010 e em 2014 em Michel e Dilma. Eu não votaria contra Michel nem inconsciente. E isso me custou na eleição de 2010. Fui o deputado mais votado do Rio Grande do Sul em 2002. Em 2006, fui o 3º ou 4º. Em 2010, por essa minha mudança de posição, acabei pagando o preço: fiquei como suplente.

Em abril último, uma reportagem da revista “Época” acusou o sr. de fazer lobby junto à Eletrobras para que a companhia ampliasse um contrato com a empresa portuguesa EDP, que mantém operações em um terreno pertencente ao sr. em Tramandaí, no Rio Grande do Sul. O sr. já respondeu que não procede. O que aconteceu? Que providências o sr. tomou?

Vamos ao absurdo. A ideia era de que eu estaria fazendo lobby para um programa chamado Proinfa. Esta empresa tem um contrato do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, criado lá no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e que terminou no ano de 2005. Nenhuma contratação foi feita, porque era impossível a partir de 2005. Logo, em 2015, seria possível tratar sobre um programa que se extinguiu em 2005? Por óbvio que não. Houve, na verdade, por razões que não vêm ao caso, interesse em fazer com que viesse essa matéria. Desconheço a fonte dos interesses. A verdade é que, como se trata de algo impossível, a resposta possível, que se pode dar, é essa. É uma criação absolutamente abstrata. É impossível juridicamente e materialmente. Tenho de fato uma área de terras que pertence a mim e a outras duas empresas lá no Rio Grande do Sul, e que foi arrendada no ano de 2002 ou 2003 para a construção de um parque eólico. Foi construído esse parque eólico que funciona lá há muitos anos.


Acesse a transcrição completa da entrevistahttp://goo.gl/Rdvy6i

Veja na íntegra a entrevista de Eliseu Padilha:

Fonte: UOL - Fernando Rodrigues -
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/07/30/entrevista-com-eliseu-padilha
Data: 30/07/2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PMDB de Porto Alegre retoma Prato do Dia com palestra do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha

PMDB de Porto Alegre retoma Prato do Dia com palestra do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha
O Diretório Municipal do PMDB retoma no próximo dia 31 de julho, sexta-feira, o projeto “Prato do Dia”, com palestra do Ministro-chefe da Aviação Civil, Eliseu Padilha. O encontro irá reunir peemedebistas da Capital para tratar do tema A Aviação Regional no Rio Grande do Sul e os Rumos da Política , no Hotel Ritter (Largo Vespasiano Júlio Veppo, 55), a partir das 12h. Informações e reservas pelo (51) 3224.8785 ou www.pmdbportoalegre.org.br.

Eliseu Lemos Padilha é graduado em Direito, com mestrado em Filosofia, e exerce atividades como advogado e empresário. Em seu histórico profissional, foi prefeito de Tramandaí/RS, secretário de Negócios do Trabalho, Cidadania e Assistência Social no Estado do Rio Grande do Sul, ministro dos Transportes, quatro mandatos de deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul. Hoje, é ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República e participa do grupo responsável pela articulação política do governo federal.

No PMDB, é dirigente partidário, filiado desde 1966, quando o Partido era denominado MDB. Atualmente, é vice-presidente da Fundação Ulysses Guimarães, onde foi presidente no período de 2007 a janeiro/2015.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Eliseu Padilha fala sobre candidatura própria do PMDB

Eliseu Padilha: "Neste momento, nome não é o mais importante. O mais importante é definir propostas".
O flerte de parte do PMDB com o antigo aliado PSDB é o novo componente no casamento conturbado da legenda do vice-­presidente Michel Temer com o PT. A aliança vitoriosa em 2010 e 2014 parece caminhar para o fim. Falta definir o momento da separação.

Por trás das costuras estão o projeto peemedebista de permanência no poder e a candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2018. O grupo de Temer, que também preside a sigla, prega calma. Principal aliado do vice, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, sugere que o desembarque do governo Dilma Rousseff deve ser deixado para depois das eleições municipais, em 2016.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), cobra a saída imediata de Temer da articulação política do Planalto. Uma das reclamações está relacionada à demora na liberação de emendas parlamentares e cargos acertados com a base para viabilizar a votação do ajuste fiscal no Congresso. Cunha chegou a falar que o vice é “sabotado” pelo PT.

Nos bastidores, há conversas com tucanos. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves (MG) foram sondados por representantes do PMDB sobre apoio a um eventual governo Temer em caso de afastamento de Dilma. Padilha afirma que a cúpula peemedebista não participa dessas conversas e prega o sucesso da gestão Dilma.

Setores governistas e da oposição trabalham com a possibilidade de o vice assumir a Presidência ou com a realização de novas eleições. A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as “pedaladas fiscais” e o desfecho da Operação Lava-Jato alimentam a esperança tucana.


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defende a saída de Michel Temer da articulação política. O senhor concorda?

Houve uma vitória nas votações do ajuste fiscal sob a coordenação de Michel Temer. Então, por que Eduardo Cunha fez essa afirmação? Porque ele tem o registro mais forte das insatisfações internas do PMDB. Para o Michel, presidente do PMDB, e para mim, essa insatisfação é trazida de forma moderada. A fala de Eduardo corresponde a um segmento do partido, que penso ser minoritário.

PT e PMDB discutem a aliança. A frase de Cunha mostra desejo de sair do governo?

Eduardo reverberou um sentimento que cresce no partido. O PT procura construir sua frente de esquerda, absolutamente legítimo. De outra parte, é mais do que compreensível que o PMDB também tenha o seu projeto de poder, tanto para 2016 quanto para 2018. Todos os peemedebistas da base querem candidatura própria à Presidência. Isso fará com que o PMDB, de forma transparente, trate o assunto com o PT e a presidente.

Quando deixar o governo?

Temos segmentos no PMDB com posições diferentes. Eu, que dialogo todos os dias com os dirigentes do partido, entendo que até o final da eleição municipal teremos de ter o assunto definido.

Pode existir um desembarque após as eleições de 2016?

É a teoria que defendo. Temos várias correntes no partido: uma, reverberada por Eduardo, defende o desembarque imediato, outra pensa que o congresso do PMDB, em setembro ou outubro, seria a hora da saída. Para a maioria, o desembarque deve ocorrer depois das eleições municipais.

O PMDB trabalha com a hipótese de Dilma ser afastada?

É inegável que alguns segmentos do PMDB trabalham com a hipótese de afastamento da presidente. A cúpula, representada por Temer, não participa de tais debates e não comunga de tal opinião, porque defende a continuidade na articulação política e, por consequência, a manutenção e o sucesso do governo da presidente Dilma.

As conversas com tucanos, como José Serra, mostram que PSDB e PMDB se aproximam?

Desde 1966, ainda como MDB, o partido nunca teve tanto protagonismo político: tem a batuta na Câmara e Senado, responde pela articulação do Executivo com os demais poderes. A base quer candidatura própria. Já o senador Serra busca aproximação com Renan Calheiros, Eunício Oliveira, a bancada do PMDB no Senado, com quem tem feito parcerias legislativas. Ele já conversou comigo, mas sobre projetos. Ele apresentou projeto para que Estados e municípios usem depósitos judiciais, o que já ocorre no Rio Grande do Sul, e pediu minha opinião.

Quem seria o presidenciável do PMDB? Cunha está na fila.

Neste momento, o nome não é o mais importante. O mais importante é definir as propostas para galvanizar o sentimento da sociedade brasileira por eficácia dos serviços públicos e retidão absoluta de conduta dos gestores.

O senhor fala em retidão. Os nomes do partido investigados na Lava-Jato estariam fora da lista de presidenciáveis?

Não. A Constituição diz que, antes da sentença condenatória, todos são presumivelmente inocentes. Se imaginássemos que todas as pessoas contra as quais haja algum tipo de investigação não pudessem participar da vida pública, a Esplanada dos Ministérios ficaria quase deserta. Sempre existe algum tipo de investigação. Em cerca de 95% das vezes, as investigações não têm condenação final no que tange à parte criminal.

A forma como a redução da maioridade penal foi aprovada, com virada de votos, mostra que Cunha controla a Câmara. Isso dificulta a articulação do Palácio do Planalto?

Ninguém tem dúvida da qualificação de Eduardo, que maneja como ninguém as brechas regimentais. Quando se trata do interesse do Brasil, ele tem sido parceiro. Dentre as autoridades com responsabilidade, ele deixou claro que não admitiria processo de impeachment contra a presidente. No ajuste fiscal, não há dúvida de que a condução dele foi fundamental nas nossas vitórias.

Renan Calheiros também desafia o palácio, como no episódio da aprovação do aumento salarial para os servidores do Judiciário. A articulação no Senado está tão difícil como na Câmara?

Ele também contribui no ajuste fiscal. A votação do aumento estava pautada havia meses, o governo iniciou uma negociação com os servidores que estancou. Eles lotaram as galerias e exigiram que a pauta fosse votada. Renan não teve influência no resultado, que é negativo do ponto de vista do governo, mas compreensível sob o ponto de vista do parlamento.

Quando o governo está fraco, a relação do Planalto no Congresso fica delicada. É o caso da presidente Dilma?

Quando a rua cresce, o governo decresce. Se há reprovação em relação ao governo, o parlamento tende a acompanhar o interesse da rua. Numa figura mais simples, os parlamentares preferem tirar foto ao lado do povo do que com o governo, que tem nível de aprovação inferior.

A presidente tem 9% de aprovação, segundo as recentes pesquisas. Pode cair mais?

Temos de analisar sob outro ângulo. O governo toma medidas para que o país volte a conquistar a confiança dos investidores? Sim. Foram lançados plano safra, com números singulares, plano de exportação, programa de concessões. A avaliação positiva vai acontecer na medida em que a sociedade perceber as iniciativas que trazem oportunidades de emprego e renda.

O vazamento da delação do empresário Ricardo Pessoa com o nome dos ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Edinho Silva, da Comunicação Social, tirou o brilho dos anúncios da presidente?

Uma coisa é a Lava-Jato e outra coisa é o governo. O governo não pode parar, tem de continuar independente da Lava-Jato. A citação ocorreu em uma delação que ainda não foi tornada pública. Ouvi as explicações dos ministros e vi que tinham fundamentos. A rotina continua. Recebi em um dia 40, 50 parlamentares, e ninguém falou em Lava-Jato.

O senhor foi atuante na articulação do governo FHC e repete o trabalho com Dilma. O Congresso mudou muito?

Muito. No Congresso, estamos no ponto da vaca não reconhecer o bezerro. O que quero dizer? Há 18 anos, os líderes partidários assumiam compromissos que eram honrados por toda bancada. Conhecíamos as defecções e fazíamos cálculos precisos nas votações. Hoje, não tenho condições de fazer isso. Os partidos se multiplicaram, houve fracionamento das lideranças e do poder de liderar.

O Congresso ficou mais fisiológico nos últimos anos?

Depende do que a gente interpreta como fisiológico. O Congresso sempre gostou de ter cargos no governo e de ver a liberação de emendas. Para mim, isso não é fisiologismo. Tem lei que regula, é eticamente sustentável, politicamente conveniente e democraticamente aplicável.

Mas os cargos são negociados.

Buscar cargos no governo é uma forma, em tese, de contribuir com a administração. Há 18 anos, não se indicava para o sistema financeiro nos Estados (como bancos públicos), o IBGE, o Inmetro. Hoje, os partidos têm uma tendência de tentar indicar o máximo de cargos nos Estados.

Lula disse que o PT só pensa em cargos. O senhor, que recebe pedidos, confirma?

O PT busca cargos como os demais. O PT viveu a vantagem de ter por três mandatos presidentes com popularidade na estratosfera. Habilmente, consolidou mais cargos. Com a nova correlação de forças na Câmara e Senado, ocorre a partilha mais ou menos na proporção da participação, deixando ainda uma vantagem considerável para o PT.

Fonte: Zero Hora - Página 10 - 06/07/2015 

sábado, 4 de julho de 2015

Eliseu Padilha: Vamos ter candidatura própria em 2018

“Vamos ter candidatura própria em 2018. Vai chegar o momento em que haverá um desembarque do governo.”
Padilha: “Vamos ter candidatura própria em 2018. Vai chegar o
momento  em que haverá  um desembarque do governo”.
Braço direito do vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, que ajuda o correligionário no trabalho de pacificar a base aliada, assegurou, em entrevista ao Correio, que o PMDB só deixará a função depois que houver “harmonia” entre governo e Congresso, e não após o término da votação das desonerações na folha de pagamento — um dos itens do arrocho fiscal em tramitação no parlamento. Já o desembarque total, na opinião dele, deve ocorrer após as eleições municipais de 2016, para que o partido construa a candidatura própria em 2018.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defende que Michel Temer abandone a articulação política do governo. Temer deixará o posto?

A posição de Eduardo Cunha reverbera uma parcela considerável dos parlamentares do PMDB. Tenho convicção de que ele deu voz à parte da bancada que pensa que deveríamos sair do governo. Deixar a articulação e o governo. O que nós — eu e Michel — dizemos é que vamos ter candidatura própria em 2018. Estamos numa posição de gestão ao lado do PT, com transparência e lealdade. Temos de conversar com o PT e com a presidente, que foi quem nos honrou com o convite, para que possamos ter o calendário sobre a possibilidade da convivência desses interesses dentro do governo. Possivelmente, vai chegar o momento em que haverá um desembarque (do governo), porque teremos um projeto próprio de poder, e o PT terá outro.

Esse desembarque seria quando?

Defendo — e acredito que essa posição é majoritária dentro do PMDB — a ideia de que isso ocorra depois das eleições municipais de 2016.

Em relação à articulação política, Michel Temer já demonstrou disposição em deixar o posto?

Nunca. Michel e eu não somos pessoas de meias medidas. Nós estamos ou não estamos, e estamos 100% envolvidos no processo de articulação política de governo. Temos um compromisso absoluto. Não há hipótese, neste momento (em que o Congresso vota medidas do ajuste fiscal), de imaginarmos que se possa fazer uma mudança brusca na articulação política. Isso seria irresponsabilidade da nossa parte. Sabemos que temos de levar adiante esse trabalho até fazermos a travessia do ajuste, da harmonia com o Congresso, que passa muito pelos trabalhos que estamos desenvolvendo hoje. O Michel recebeu uma missão especial da presidente da República, que, a meu juízo, está desempenhando muito bem. O sentimento de quando a missão estará concluída ou não vai brotar de um diálogo entre ele e a presidente Dilma.

Está difícil construir essa harmonia neste momento?

Sim. Os movimentos sociais, as ruas e a cidadania brasileira têm mostrado algumas inconformidades com a gestão pública. É óbvio que, no Poder Legislativo — que é reflexo do que a nação respira, transpira e se manifesta —, a gente tenha uma aparente desarmonia com o Executivo.

Eduardo Cunha é um nome do PMDB para 2018?

Se nós formos analisar as pesquisas com menções espontâneas em relação ao PMDB, ele é um dos nomes que aparece, sim.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também está cotado?

Acho que sim. Mas, em política, dois anos, que é o tempo que falta para a definição da candidatura, é uma eternidade. 

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