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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ministro Eliseu Padilha participa de inauguração de voo regional no Rio Grande do Sul


Ministro Eliseu Padilha participa de inauguração de voo regional no Rio Grande do Sul
Padilha durante a solenidade.
O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, voou, nesta terça-feira (27), de Porto Alegre a Uruguaiana (RS), com diretores e o presidente da companhia aérea Azul, Antonoaldo Neves. Autoridades do Rio Grande do Sul também estiveram presentes. Esse foi o primeiro voo da retomada da aviação regional gaúcha, fruto de pacto formado na segunda-feira (26), no Palácio Piratini, na sede do governo estadual.

Questionado sobre a importância do primeiro voo, Padilha disse que este voo é mais uma prova de acerto da presidenta Dilma Rousseff ao definir como prioridade da Secretaria de Aviação Civil o projeto dos aeroportos regionais.

O programa de aeroportos regionais disciplina a habilitação de 270 aeroportos em todo o Brasil, sendo 15 aqui no Rio Grande do Sul, com padrão estabelecido pela Oaci (Organização de Aviação Civil Internacional), para a operação de voos regulares. Isso impulsionará o desenvolvimento regional em todo o território nacional, com incremento das atividades econômicas, do turismo e do atendimento à saúde e da vida, salientou o titular da Aviação Civil.
Ministro Eliseu Padilha participa de inauguração de voo regional no Rio Grande do Sul
Na chegada a Uruguaiana, as autoridades
foram recepcionadas pelos representantes locais.

“Esse voo faz com que a região possa ter negócios. Suas belezas naturais também serão reconhecidas. Com a aviação regional podemos potencializar o turismo local. Uruguaiana chega ao patamar de polo de desenvolvimento regional sem dúvida nenhuma”, ressaltou Padilha. 

A aeronave, ao chegar em Uruguaiana, foi batizada pelos bombeiros e autoridades locais. Em solenidade no aeroporto, representantes da região e o prefeito do município, Luiz Augusto Schneider, esperavam os passageiros do voo histórico para a cidade.

Ministro Eliseu Padilha participa de inauguração de voo regional no Rio Grande do Sul
Eliseu Padilha e o deputado estadual Frederico Antunes.
Durante a solenidade no aeroporto, Padilha afirmou que “nada acontece por acaso” e citou o deputado estadual Frederico Antunes, que representa a região, por estar “sendo incansável para a luta de transformar o aeroporto de Uruguaiana em binacional brasileiro e argentino”. Com relação a Azul, o ministro falou sobre o espírito empreendedor da companhia aérea, comandada por Neves. O vice governador do RS, José Paulo Cairoli, e os secretários estaduais dos Transportes, Pedro Westphalen, e do Turismo Juvir Costella, participaram da cerimônia.

A SAC tem estudos que compravam que a Aviação Civil crescerá, em média, 7% ao ano nos próximos 20 anos. Sem dúvida, uma atitude de grande desenvolvimento no Brasil. Tal crescimento tem como um dos pilares mais importantes, os aeroportos e a aviação regional, destacou Eliseu Padilha.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ministro Eliseu Padilha concede entrevista à Rádio Bandeirantes


Ministro Eliseu Padilha concede entrevista à Rádio Bandeirantes
O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, concedeu, na quinta-feira (27/08), entrevista aos jornalistas André Machado e Oziris Marins para a Rádio Bandeirantes. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eliseu Padilha fala sobre momento político brasileiro durante entrevista para UOL


Eliseu Padilha fala sobre momento político brasileiro durante entrevista para UOL
Em entrevista ao programa Poder e Política, do UOL, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse que cerca de 200 cargos federais ainda precisam ser preenchidos em 8 Estados. Faltam também ser confirmadas outras 10 nomeações de segundo escalão, em Brasília.

Os postos federais que estão sendo entregues para a indicação política nos Estados incluem Delegacias do Trabalho ou chefias de agências do INSS. Além disso, segundo Padilha, já foi normalizado o fluxo de pagamentos de emendas ao Orçamento propostas por deputados e senadores. O valor total programado para liberação é R$ 4,9 bilhões –é dinheiro que irriga obras de prefeituras em cidades nas quais os congressistas buscam votos em períodos eleitorais.




Apesar de sua pasta ser a da Aviação Civil, Padilha, 69 anos, despacha diariamente no gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Palácio do Planalto. Ele ajuda o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), no trabalho de articulação política entre o Poder Executivo e o Congresso.

A missão de Padilha é sistematizar o formato de redistribuição de cargos federais para os deputados e senadores que estão na chamada “base aliada” no Congresso. Hoje, há 28 partidos representados no Poder Legislativo. Desses, 20 são teoricamente aliados do governo. Na prática a história é outra. Padilha atua na política de maneira cartesiana desde a época em que foi ministro dos Transportes de 1997 a 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Seus mapas de controle indicam como cada um dos deputados e senadores votam em projetos de interesse do governo –e quantos cargos esses políticos têm no governo e quanto tiveram de emendas ao Orçamento liberadas.

Nos cálculos de Padilha, hoje, apenas 160 dos 513 deputados votam com uma taxa de 70% de fidelidade ao Palácio do Planalto. A ideia é aumentar esse grupo de fieis para algo acima de 257 –a metade mais um dos votos na Câmara.

Filiado ao antigo MDB em 1966 e depois ao PMDB, quando o partido mudou de nome, Padilha considera grave a conjuntura pela qual passa o país. “Não convivi com nenhum momento como [esse que] nós estamos vivendo, nenhuma situação similar”, diz.

Ao falar sobre a situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o articulador político do Planalto é cauteloso. Cunha deve ser denunciado pelo procurador-geral da República por envolvimento nos casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

Se houver a denúncia, Cunha terá respaldo político para se manter no cargo ou terá de renunciar ao comando da Câmara? Padilha responde sobre seu colega de PMDB: “O deputado Eduardo Cunha tem dito com todas as letras que não tem absolutamente nada a ver as acusações. A Constituição diz que, enquanto não transitar em julgado, todas as pessoas são inocentes. Essa questão de ter ou não ter condições [políticas] é personalíssima. Penso que ele, dificilmente, vai sequer analisar essa hipótese”.

Mas a Câmara aceitará? “A Casa terá que fazer a análise, e, pelos canais competentes, fazer chegar à presidência. Acredito na convicção do presidente Eduardo Cunha. Se vier a denúncia, ele e a Casa poderão se manifestar”. O ministro faz uma única ressalva sobre a eventualidade de Cunha deixar o cargo: “Vai ter um candidato do PMDB tentando colocar-se como presidente”.

A respeito da aliança eleitoral entre PT e PMDB no plano federal, diz que seu partido pretende ter um candidato próprio ao Planalto em 2018. Como seria feito o desembarque? “Temos que pensar num calendário. Deve ser negociado com a presidenta Dilma e o PT. De forma clara, transparente, olhos nos olhos, sem nenhum subterfúgio”.

A seguir, trechos da entrevista de Eliseu Padilha, gravada na quarta-feira (29/07/2015), no estúdio do UOL, em Brasília:

UOL – No segundo semestre, quais são os projetos no Congresso mais vitais para o governo?

Eliseu Padilha – O primeiro deles é completar a desoneração. Tem ainda estágios a serem vencidos. Segundo, temos um projeto que faculta a repatriação de capitais que estejam no exterior e que possam vir a serem internalizados mediante o pagamento de tributos.

Quantos deputados e quantos senadores são de fato fiéis ao governo no Congresso?

Tenho esse levantamento. Os que votam com o governo acima de 70%. Entre 50% e 70%. E quem vota abaixo de 50%.

Quem vota acima de 50%?

Acima de 50% chegamos em torno de 300 deputados. Ocorre que esta defasagem entre 70% e 50% em alguns casos é fundamental. Em votações do ajuste [fiscal] ela [a diferença entre 50% e 70%] seria fundamental para o governo não ter admitido que fossem introduzidas algumas alterações –como se diz, “os jabutis” que foram colocados em alguns projetos.

E acima de 70% de fidelidade? Quantos são?
Em torno de 160.

Com liberação das emendas ao Orçamento e com a finalização das nomeações para cargos de segundo ou terceiro escalão, essa fidelidade aumentará?

Sim. São dois fatores importantes. Primeiro, as emendas hoje são obrigatórias. Não há mais disponibilidade do governo de pagar ou não pagar emendas. Tem que pagar. O que faltava resolver era a substituição, em alguns casos, e a confirmação, em outros, dos chamados “cargos do segundo e terceiro escalão”. É assim em todas as democracias do mundo. Os partidos que integram a base do governo ajudam a governar. E a gente liquida isso também agora, no início de agosto.

Quantos cargos restam para ser preenchidos dentro dessa lógica?

Nos cargos de segundo escalão, menos de 10. Nos cargos de terceiro escalão, nos Estados, temos 8 Estados em que ainda há conflagração. Quem está no governo e vota [no Congresso], quer sentir-se no governo lá no seu Estado –tendo cargo de influência. O são cargos de influência? É a Delegacia do Trabalho. A Agência do INSS. A Funasa [Fundação nacional da Saúde], que faz obras de infraestrutura naquele Estado. Eu penso, que os céus nos ouçam, estamos vivendo um momento de redefinição. De voltar a fazer política no Brasil. Durante algum tempo tivemos muito pragmatismo no processo político. Agora, por “N” fatores –as redes sociais, as multidões nas ruas, as manifestações de descrença no processo político como um todo–, os políticos estão obrigados a tentar voltar à conceituação clássica de política. Como na Grécia Antiga: “a política é a ciência de promover a felicidade daqueles que vivem em comunidade”. Os deputados e senadores estão vendo que têm [de ter] um instrumento na cidade para bem servir a população. Temos que ter a sensação de que o agente político é alguém que promove a felicidade das pessoas.

O sr. mencionou que há 8 unidades da Federação ainda em conflito. Isso representa quantos cargos a serem preenchidos?

Se considerarmos uma média de 25 cargos –os Estados maiores têm mais, os Estados menores têm menos– vamos ter cerca de 200 cargos. É a discussão que a gente tem ainda na base do governo nesses 8 Estados.

Muitos desses cargos foram preenchidos ao longos dos últimos 12 anos por indicações dos Partidos dos Trabalhadores? Confere?

Confere, claro. Quando havia uma hegemonia absoluta do PT, vamos pegar no governo do presidente Lula, depois no primeiro governo da presidente Dilma –menos, mas ainda também–, era óbvio que nos Estados havia uma participação maior do PT nos cargos estaduais.

Está mudando o eixo dessa hegemonia?

Não está mudando o eixo. O que está acontecendo é que temos consciência que é muito importante preservar as boas relações lá no Estado para que o painel [onde aparecem os resultados das votações] da Câmara consiga traduzir essa boa relação. Isso significa dizer que os demais partidos têm que ter participação também no Estado.

É muito difícil convencer o PT a abrir mão desses cargos?

Não. Sempre que a gente trata com a direção, com os escalões superiores, eles se encarregam de resolver.

Mas demorou…

Isso não é um privilégio do PT. Nenhum partido quer entregar cargo. Nenhum. Absolutamente nenhum.
Mas quando há um convencimento, dadas as circunstâncias numéricas [das votações no Congresso], temos percentagens de participações [em cargos] nos Estados, por óbvio que a gente tem que caminhar nessa direção.

Em resumo, o PT está tendo que abrir mão de algumas posições nos Estados para ter mais votos no Congresso. É isso?

É exatamente isso. Tem casos em que o PMDB também está abrindo mão.

E são cerca de 200 cargos que faltam ser preenchidos nos Estados?

Nos próximos 10 dias a gente deve arbitrar. Onde não conseguirem fazer a composição, e a gente força muito para que a composição ocorra lá, a gente arbitra.

Ao longo de agosto isso se resolve?

Antes do meio de agosto esse será resolvido. Compromisso meu.

No caso das emendas dos restos a pagar, os valores já foram pactuados com o Planejamento e a Fazenda?
Já. Claro.

São cerca de R$ 5 bilhões, é isso?

R$ 4,934 bilhões.

Durante o Congresso Constituinte, cunhou-se o termo “fisiologia”. Era uma referência derrogatória à distribuição de cargos, à liberação de emendas. O PT era muito crítico dessa prática à época, quando não era governo. O sr. concorda com essa descrição?

A denominação pode ter procedência, [mas] não a vejo nas circunstâncias [atuais].
Quando nos Estados Unidos se compõe um governo é feita a distribuição dos cargos. Isso não é fisiologia.
Pode ter fisiologismo? Pode. Quando? Quando se usa um determinado cargo em determinado momento para cooptar alguém. Aí pode ser, sim, uma característica fisiológica.

Mas se é tudo em nome de causas republicanas, por que nunca são divulgadas as listas completas com os cargos, os indicados, os partidos e as pessoas nos partidos que indicaram?

Talvez porque não tenha sido solicitado.

Foi solicitado várias vezes, ministro.

A mim não foi.

Não. Para o senhor ainda não. Podemos providenciar.

Eu elaborei um relatório em que eu tenho todos os parlamentares com suas votações no primeiro governo da presidente Dilma e agora detalhadamente neste primeiro semestre.

O sr. sabe também os nomes dos congressistas que se relacionam com as pessoas que ocupam os cargos, certo?

Sim. É claro que a indicação quando nos é feita, feita pelo partido e pelo congressista. O partido “X” com o congressista “Y” que está fazendo a indicação.

O sr. vê algum óbice em divulgar essa lista completa?

Olha, pessoalmente neste caso tenho que conferir. Não penso que deva ser segredo, porque são pessoas que foram nomeadas pelo Diário Oficial. Então, devo consultar.

Nos computadores da SRI consta essa relação: o nome dos cargos, o nome do que os ocupa e o nome do partido e do congressista que indicou. O sr. enxerga algum óbice na divulgação dessa lista completa?

Pessoalmente, pela forma com que estou agindo, não vejo. Mas como essa é uma questão de Estado, eu penso que deveria haver de parte do governo uma apreciação pelo chamado “Conselho Político”, para verificar a conveniência ou inconveniência.

Essa lista já está pronta, não é?

Ela existe, Estado por Estado, quem são os parlamentares que indicam.

O presidente da Câmara rompeu pessoalmente com o governo. Muitos no seu partido falam que há um ânimo para desembarcar da aliança formal com o PT. Como será o cronograma dessa eventual saída?

Sou advogado. Os atos jurídicos, no caso a coligação, podem ser desfeitos pelo mesmo instrumento ou mesmo órgão que os fez. No caso da aliança PMDB-PT, foi uma decisão da Convenção Nacional do partido. O rompimento desta aliança só poderia acontecer com o mesmo órgão: uma convenção com os todos convencionais votando. Tem alguns [integrantes do partido nos] Estados que nunca foram governo. Não tiveram interesse. Votaram contra a aliança. O PMDB tem convivido com essa dissonância interna. São várias correntes que se manifestam de forma objetiva por razões A, B ou C. Tem uma parte do partido que nunca foi governo. Tem uma parte que, dadas as circunstâncias de não ter conseguido a participação que gostaria, e a mais ampla motivação, falou: “Olha, o melhor agora é romper”. Esse segmento é ainda minoritário dentro do partido. Nós temos um Congresso do PMDB no fim de setembro, começo de outubro. Penso que este tema vai aflorar nesse congresso. Aí teremos a noção completa de como será o comportamento do partido.

O Congresso do PMDB vai debater o assunto, mas não vai deliberar?

O Congresso tem duas pautas: eleições municipais de 2016 e debater o programa do PMDB para os próximos 20 anos. Porque se o PMDB fala em candidatura própria [a presidente da República, em 2018], não há como falar em nome antes de sabermos exatamente quais são as ideias e a permeabilidade dessas ideias na sociedade.

Nesse Congresso do PMDB, no final de setembro, é muito difícil que seja tomada uma decisão a respeito de um eventual rompimento da aliança?

Certamente não será tomada. Pode sair uma moção. O Congresso não é o órgão que terá estatutariamente a condição para desconstituir um ato que foi da Convenção.

O sr. acredita que em 2018 o PMDB marchará sozinho com um candidato próprio a presidente da República?

Fui presidente da Fundação Ulysses Guimarães. Prego que o partido tenha candidato à Presidência da República. Não mudei. E o presidente Michel [Temer] já declarou. O próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Estão pregando que vamos ter candidatura própria. E se perguntar na base do partido, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, todos querem ter candidatura própria.

Quando se toma essa decisão?

Vamos começar a trabalhar em agosto o programa de governo. Temos que pensar num calendário, que deve ser negociado com a presidenta Dilma e o PT de forma clara, transparente, olhos nos olhos. Sem nenhum subterfúgio. Dizer: “Olha, nós temos o nosso projeto do nosso partido e queremos discutir agora o nosso calendário”.

Qual é o calendário possível para o PMDB trilhar esse caminho?

O nosso Congresso de setembro é que vai começar a dar linhas desse calendário.

Todos dizem que a aliança entre PT e PMDB será menos intensa nas eleições municipais do próximo ano do que foram em 2014. Confere?

Na medida em que o PMDB pensa em candidatura própria e sabe que o PT terá candidatura também, haverá naturalmente uma tendência de constituir-se blocos. Quais são as forças que estarão no cenário em 2018? PT, PMDB, PSDB. Os 3 buscarão trazer alianças de outros partidos para que possam ter, em 2018, condições de ter seu próprio bloco de apoio já constituído nos municípios.

A cidade de São Paulo é a maior do país. O PMDB neste momento apoia a administração conduzida por Fernando Haddad, do PT. Vários integrantes do seu partido, em público ou em reserva, dizem: “Do jeito que está é muito difícil seguirmos juntos para apoiar a reeleição do prefeito Haddad de São Paulo”. O que o sr. acha isso?

É uma questão que diz respeito ao diretório municipal de São Paulo. Mas olhando de longe. O PMDB busca construir em São Paulo uma candidatura competitiva. Seja ela numa aliança com o PT, seja numa candidatura própria. Aliás, é uma premissa para todas as capitais do Brasil. Teremos candidato nosso ou estaremos na chapa majoritária para tentar ganhar a eleição.

Como andam as tratativas entre o PMDB e a senadora Marta Suplicy [sem partido-SP] para que ela ingresse no PMDB e dispute a Prefeitura de São Paulo?

São conversas muito preliminares que aconteceram no Senado e com o presidente Michel Temer lá atrás.

Esfriou um pouco?

Ela tem contra ela o calendário. Terá que ir para um lado ou para o outro. Fazer uma opção. Não sei exatamente o que ela vai fazer. Mas não há dúvida nenhuma de que o PMDB conversou com ela.

Há uma crise política. Degradou-se muito a relação entre os Poderes. O sr. é um político experiente. Já viveu outros momentos. O sr. compararia o momento atual com qual outro que o sr. já viveu?

No tempo que vivi na política, não convivi com nenhum momento como nós estamos vivendo. Por quê? Porque temos uma combinação de fatores que acabaram tendo efeitos políticos. O rompimento do presidente da Câmara [Eduardo Cunha] dá o sentimento de que há uma crise entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo. Em que pese o próprio presidente tenha feito a distinção: “Quem está rompendo é a pessoa, é o deputado, não é o presidente da Câmara no plano institucional”. Mas não posso vir aqui e querer convencer a ninguém de que não, isso não dá um sentimento de crise. Dá, sim. E nós temos que tentar reduzir este sentimento.

É o momento mais dramático que o sr. presenciou na sua carreira?

É. Desde que cheguei a Brasília tenho pertencido à chamada “cúpula do PMDB”. E durante este tempo todo não vivi nenhuma situação similar à que estamos vivendo hoje.

É possível que o Ministério Público apresente denúncia contra alguns congressistas, inclusive contra o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Se vier uma acusação muito forte, como se especula que virá, com provas documentais, o acontece? Ele fica com condições políticas de presidir a Câmara dos Deputados ou deveria se licenciar ou até renunciar ao cargo de presidente da Câmara?

Acho muito temerário desenvolver algum embasamento quando trabalhamos com muitos “se”. Mas, vamos lá. O deputado Eduardo Cunha tem dito com todas as letras –e demonstrado com atitudes pessoais– que não tem absolutamente nada a ver as acusações. A Constituição da República diz que, enquanto [um processo] não transitar em julgado, todas as pessoas são inocentes. Essa questão de ter ou não ter condições [políticas para ficar na presidência da Câmara] é personalíssima. Penso que ele, dificilmente, vai sequer analisar essa hipótese. A Casa como um todo –estamos trabalhando com “se”– terá que fazer a análise também e pelos canais competentes fazer chegar à presidência. Acredito na convicção do presidente Eduardo Cunha. Se vier a denúncia, ele e a Casa poderão ser manifestar.

O cargo de presidente da Câmara dos Deputados fica, pro tradição, com o partido que tem a maior bancada. No caso, o PMDB. Na eventualidade de ser necessário uma troca, o PMDB vai requerer a permanência nessa posição de presidência da Câmara?

Primeiro, não estamos diante do fato. Nós estamos trabalhando com uma hipótese. Tendo condições de continuar com o presidente Eduardo Cunha, vai continuar com o presidente Eduardo Cunha. Como não tem reeleição, possivelmente vai ter um candidato do PMDB tentando colocar-se como presidente.

O sr. é ministro da Aviação Civil, uma área muito importante para o governo, da infraestrutura. Mas dá expediente no Palácio do Planalto ajudando o vice-presidente Michel Temer na coordenação política. Não atrapalha a sua função de ministro da aviação?

Trabalho na Aviação Civil com um quadro da mais elevada competência. São pessoas geralmente de carreira. Tenho despachos diários com a minha equipe e acompanho o dia a dia da Aviação Civil. Não tem prejudicado. Mas, claro, que se estivesse à disposição por inteiro, o que vai acontecer brevemente…

Quando vai acontecer?

[Risos] Essa é uma negociação com o presidente Michel Temer. Já está resolvida a questão das emendas e restos a pagar. Quando eu resolver também essa questão das nomeações, que é agora em agosto, a minha missão estará concluída. Tenho, por óbvio, que negociar com ele. Não posso deixar o presidente Michel em dificuldade.

Não é segredo para ninguém que o senhor, sobretudo no Rio Grande do Sul, nunca foi próximo ao PT. Em 2010 e 2014 o sr. votou em José Serra e em Aécio Neves ou votou em Dilma Rousseff?

Eu votei em 2010 e em 2014 em Michel e Dilma. Eu não votaria contra Michel nem inconsciente. E isso me custou na eleição de 2010. Fui o deputado mais votado do Rio Grande do Sul em 2002. Em 2006, fui o 3º ou 4º. Em 2010, por essa minha mudança de posição, acabei pagando o preço: fiquei como suplente.

Em abril último, uma reportagem da revista “Época” acusou o sr. de fazer lobby junto à Eletrobras para que a companhia ampliasse um contrato com a empresa portuguesa EDP, que mantém operações em um terreno pertencente ao sr. em Tramandaí, no Rio Grande do Sul. O sr. já respondeu que não procede. O que aconteceu? Que providências o sr. tomou?

Vamos ao absurdo. A ideia era de que eu estaria fazendo lobby para um programa chamado Proinfa. Esta empresa tem um contrato do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, criado lá no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e que terminou no ano de 2005. Nenhuma contratação foi feita, porque era impossível a partir de 2005. Logo, em 2015, seria possível tratar sobre um programa que se extinguiu em 2005? Por óbvio que não. Houve, na verdade, por razões que não vêm ao caso, interesse em fazer com que viesse essa matéria. Desconheço a fonte dos interesses. A verdade é que, como se trata de algo impossível, a resposta possível, que se pode dar, é essa. É uma criação absolutamente abstrata. É impossível juridicamente e materialmente. Tenho de fato uma área de terras que pertence a mim e a outras duas empresas lá no Rio Grande do Sul, e que foi arrendada no ano de 2002 ou 2003 para a construção de um parque eólico. Foi construído esse parque eólico que funciona lá há muitos anos.


Acesse a transcrição completa da entrevistahttp://goo.gl/Rdvy6i

Veja na íntegra a entrevista de Eliseu Padilha:

Fonte: UOL - Fernando Rodrigues -
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/07/30/entrevista-com-eliseu-padilha
Data: 30/07/2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Seminário sobre Reforma Política ocorre em Porto Alegre

                                                              Karine Viana/Palácio Piratini
O vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foram recepcionados pelo governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori e pelo ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, entre outras autoridades. Hoje (30/03), pela manhã, ocorreu a cerimônia de abertura do Seminário sobre Reforma Política, em Porto Alegre.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ministro da Aviação Civil participa de evento sobre o setor

                                                                                    Foto divulgação
O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, esteve no evento "Aviação em Debate - Desafios do Setor”, nesta quinta-feira (26/03), em Brasília. O encontro, promovido pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), entidade que representa o setor, serve para discutir e avaliar o novo cenário no qual a aviação está inserida.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Estratégicos para a Infraero, Congonhas, Santos Dumont e Manaus não serão concedidos

                                                        Foto Élio Sales de Holanda/SAC
Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio de Janeiro; e de Manaus, no Amazonas, não serão concedidos. A garantia é do ministro da Aviação, Eliseu Padilha, que avalia os três terminais como estratégicos para garantir fôlego financeiro para a Infaero. Durante abertura da AirPort Infra Expo, seminário sobre gestão de aeroportos realizado em Brasília nesta terça-feira (24/03), o ministro destacou a importância desses três aeroportos para as receitas da estatal. “Esses aeroportos não serão concedidos porque garantem à Infraero a receita mínima e indispensável para a sua existência”, justificou Padilha. Ele ainda lembrou que as viagens entre Congonhas e Santos Dumont representam a terceira ponte-aérea mais movimentada do mundo: “A Infraero deve ter condições de sobreviver com sua própria atividade – e pode”, enfatizou.

O ministro acredita que não conceder os três terminais aéreos à iniciativa privada, juntamente com a restruturação da empresa, possibilitará à Infraero o reequilíbrio financeiro e permitirá que ela volte a ser lucrativa com capacidade de investimento. Em 2012, por exemplo, a estatal arrecadou R$ 4 bilhões.

“A Secretaria de Aviação Civil e o Ministério do Planejamento já têm posição consolidada sobre a criação de três subsidiárias para a empresa: Infraero Participações, Infraero Navegação Aérea e Infraero Serviços”, adiantou Padilha. “Será utilizado o quadro excepcional de recursos humanos que a empresa possui e o conhecimento acumulado em 43 anos de atuação, e, também, por ser a terceira maior operadora de aeroportos do mundo, para ficar à disposição do mercado interna e internacionalmente”, analisou. Padilha ainda confirmou que um novo pacote de concessões deve ser anunciado nos próximos dias. O ministro da aviação adiantou que os primeiros aeroportos a serem concedidos desta vez serão os de Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

Fonte: Secretaria de Aviação Civil

Ministro da Aviação Civil anuncia os rumos da Infraero

Em entrevista para a Revista Infraero Notícias, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, falou sobre os novos rumos da autarquia. O gaúcho revelou ainda que, entre as várias frentes de atuação da SAC (Secretaria de Aviação Civil), sua missão primordial é o fortalecimento e a ampliação da rede de aeroportos regionais do País, por meio do Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional. Para ler a reportagem completa clique aqui.



"Objetivamente a Infraero, e não sou eu, mas é o mundo que diz, é uma das operadoras aeroportuárias mais qualificadas no mundo. Mesmo depois das concessões, é a terceira maior operadora do planeta, com 60 aeroportos sob a sua responsabilidade, 72 Estações Prestadoras de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo, além dos 28 Terminais de Logística de Carga, todos prestando serviços da mais alta qualificação", afirmou Padilha.

O titular da pasta também avaliou o papel da Infraero na aviação civil. "Para quem tem a responsabilidade de responder diante da Nação como ministro responsável pela área, para mim foi uma surpresa muito positiva ver o tamanho e o que a Infraero realmente representa. Para ser mais preciso, hoje são 12.630 empregados, um número bastante considerável que dá a dimensão da responsabilidade da entidade diante da sociedade brasileira. Essa foi minha primeira impressão, e meus primeiros passos são no sentido de conhecer por inteiro esse cenário, pois cada dia eu tenho uma nova aula sobre aviação civil", disse.

terça-feira, 24 de março de 2015

A 500 dias das Olimpíadas Rio 2016, ministro da Aviação detalha preparação do setor

Foto: Élio Sales/SAC
O Brasil entra de vez na contagem regressiva para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A partir desta terça-feira, dia 24 de março, faltarão 500 dias para a abertura da competição. Enquanto isso, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) acelera suas ações para deixar os aeroportos brasileiros preparados para receber cerca de 3 milhões de passageiros – sendo 400 mil estrangeiros – e as delegações de 205 países que virão ao Rio em 2016 para as olimpíadas e paraolimpíadas.

Para atender essa quantidade de pessoas – o equivalente à população de Salvador (BA), por exemplo – a SAC coordena um grande plano de ações que envolve instituições públicas e privadas, além das próprias concessionárias dos nove aeroportos envolvidos na operação: Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Guarulhos, Congonhas e Viracopos, em São Paulo; Juscelino Kubitschek, em Brasília; Confins, em Belo Horizonte; Brigadeiro Eduardo Gomes, em Manaus; e Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador.

O planejamento específico para os Jogos começou em agosto de 2014, logo após a Copa do Mundo. No entanto, a SAC vem analisando cenários desde eventos passados. “Não somos marinheiros de primeira viagem. Já testamos nosso planejamento em eventos de grande porte, como a Rio +20, a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Vamos acumulando experiência para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos”, afirma o ministro da Aviação, Eliseu Padilha.

O ministro cita os recordes registrados durante a realização do Copa do Mundo, em 2014, para projetar mais um sucesso. “Recebemos 560 mil passageiros nos aeroportos do País, no dia 14 de julho, uma segunda-feira, logo após a final da competição. Passaram 365 mil pessoas pelas Fun Zones nos aeroportos (espaços montados para os passageiros esperarem pelos voos com mais conforto). Além disso, 17,8 milhões de passageiros circularam pelos terminais durante todo o evento, quatro vezes mais do que na Copa da África do Sul, em 2010”, contabiliza. O objetivo é fazer um trabalho ainda melhor do que foi realizado na Copa do Mundo, quando foram registrados apenas 6,98% dos voos com atraso. “Essa é a prova de que estamos preparados para o trabalho”, avalia o ministro.






Fonte Secretaria de Aviação Civil

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Eliseu Padilha‬ assume Secretaria de Aviação Civil

Eliseu Padilha‬ assume Secretaria de Aviação Civil
Eliseu Padilha‬ assume Secretaria de Aviação Civil
Novo ministro afirmou que dará continuidade às transformações que proporcionam aos brasileiros maior acesso ao transporte aéreo.

O comando da Secretaria de Aviação Civil (SAC) foi passado na manhã desta terça-feira (06/01) por Moreira Franco para Eliseu Padilha. No discurso de posse, o novo ministro afirmou que pretende dar continuidade aos avanços da aviação civil brasileira.

“A Secretaria, em que pese sua curta existência iniciada em 2011, fruto do que fez e avançou já logrou construir elevado respeito e igual admiração”, disse Padilha. “Os ministros que me antecederam estão de parabéns. Manter e elevar esse nível conceitual é o grande desafio que nos espera”, anunciou.

Ao citar a presidenta da República, Dilma Rousseff, Padilha destacou que o povo brasileiro anseia por mudanças, e que no transporte aéreo as transformações, que já vêm acontecendo, serão ainda maiores e melhores em sua gestão.

“Instigo todo o setor (aéreo) que nos dediquemos cada dia a avançarmos ainda mais e mais na aviação civil brasileira”, enfatizou o novo ministro. “Vamos à conquista de nossas metas, pois sabemos como as alcançar. Quem sabe faz a hora e tal hora é agora”.

Moreira Franco, ao transmitir o cargo, agradeceu a dedicação e o trabalho de todos os entes envolvidos com o transporte aéreo. Ele lembrou que é preciso celebrar o que foi feito durante esses três anos de existência da SAC.

PERFIL 



Gaúcho de 69 anos, Eliseu Padilha é advogado e empresário. Começou a atividade política em sua cidade natal, Canela, e, posteriormente, ocupou cargos de secretário dos Negócios do Trabalho, Cidadania e Assistência Social do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (1995), prefeito de Tramandaí (1989-1992), ministro dos Transportes (1997-2001) e deputado federal (1995-1999; 2003-2011).

Filiado ao PMDB desde que iniciou sua trajetória política, Padilha está à frente da presidência da Fundação Ulysses Guimarães desde 2007, período no qual coordenou um profundo trabalho de formação política para militantes. Atualmente, lidera a missão de ouvir e debater junto à sociedade o projeto de reforma política, a pedido do Conselho Nacional do PMDB.



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